Quem é essa Mulher? "Simplesmente Maria. Uma mulher pobre, do povo."

MISSIONÁRIOS SALETINOS
PROVÍNCIA IMACULADA CONCEIÇÃO
BRASIL

Queridos Religiosos, Formandos e Leigos Saletinos
Povo de Deus, Devoto de Nossa Senhora da Salette

Quem é essa mulher?

Quem é essa mulher que há 170 anos faz tanta gente subir as Montanhas dos Alpes, na França,  para,  no silêncio daquele vale, encontrar-se com Deus? Quem é essa mulher que tem inspirado tantas pessoas a visitarem  Santuários e templos construídos em sua homenagem?
Pe. Edgard MS
Provincial Saletino do Brasil
Quem é essa mulher que há 170 anos inspirou o nascimento de várias Congregações Religiosas?
Quem é essa mulher que tem levado ao coração de Deus súplicas, louvores e clamores,  de tantas partes do mundo?

Algumas pessoas a chamam  “Santa Salette”... No  Santuário, em Marcelino Ramos, diante da imagem da Salette chorando, colocada sobre uma pedra de mármore, uma pessoa comentou: “aqui é onde a Santa está enterrada”...  Para algumas pessoas é portanto uma “santa” recente...

Mas volto a perguntar:  Quem é essa mulher?

No Jubileu do Ano Santo da Misericórdia e dos 170 anos da Aparição, busquemos essa resposta voltando à Palestina  e precisamente neste país,  dirijamo-nos à região da Galileia. Da Galileia  caminhemos até a pequena cidade de Nazaré.
Lá encontraremos Maria. Simplesmente Maria. Uma mulher pobre, do povo.
Dentre tantas mulheres, Deus escolheu neste pequeno povoado, esta mulher judia.
Maria pertence ao povo judeu, um povo pequeno, pobre, colonizado e ocupado militarmente pelo Império Romano (Lc 2,1-7).
Maria é da Galileia,  região desprezada pela população da capital (Jo 7,52). Ela é de um povoado  onde se ouve dizer: “De Nazaré pode sair algo de bom?”(Jo 3,46).

Mas, quem é essa mulher?
É uma mulher pobre. Essa é a realidade. Deus não escolheu uma princesa, uma pessoa da alta sociedade... Maria não era uma mulher prometida a um sacerdote judeu, nem a um escriba, nem  um piedoso fariseu. Muito menos a um fazendeiro,  criador de gado ou grande comerciante.
De uma mulher pobre nasceu o Filho de Deus na terra. Uma mulher do povo. A Mãe de Jesus é Maria de Nazaré, vinda de um povo pequeno, bem caseiro. Uma mulher camponesa.

Quem é essa mulher?
É Maria de Nazaré, mulher solidária que crê num Deus solidário. É a mãe que escuta a Palavra de Deus e a põe em prática.
Essa realidade nem todos entendem.  Muitos gostariam que fosse  uma mulher mais “chique”... Essa mentalidade vem de muito tempo. O filósofo Celso, um grego do século III, que enfrentava os cristãos, afirmava que Jesus de Nazaré não podia ser filho de Deus, porque como Deus iria se encantar com uma mulher camponesa e pobre que levava a vida a fiar? Uma mulher sem tradição régia, que ninguém conhecia...

Mas... Quem é essa mulher?
É Maria! Entre tantas histórias e devoções, ela  apareceu  há 19 setembro de 1846, nas Montanhas dos Alpes, na França. Nessa Aparição ela confirma sua trajetória,  trazendo tantos aspectos acima citados.
Passados 170 anos desse fato,  Maria nos indica a direção:  fazei tudo o que Ele vos disser (João 2,5). A Aparição de Maria em Salette  recorda a nossa relação com Deus e com seu Filho Jesus.
Reservamos para esse mês muitas homenagens  à Nossa Senhora da Salette, mas a verdadeira devoção a Maria não consiste tanto em rezar a Maria, mas rezar como Maria. Portanto, com ela cantemos/rezemos a profecia do Magnificat!

Por ocasião dos festejos dos 170 anos da Aparição com a poesia do cantor  Zé  Vicente,  desejamos a tod@s um abençoado Mês Saletino.

Às  Comunidades Saletinas, aos Devotos da Salette  desejamos um bom novenário, boa Festa, abençoada  Romaria, boa confraternização.  A todos os Voluntários e Equipes de trabalho, que Deus vos recompense pelo serviço e dedicação.
Cantemos irmãos, cantemos irmãs:

“Quem é essa mulher radiante orgulho do povo, de Deus sintonia?
É Maria, é Maria, nossa Mãe, modelo e guia
é Maria, é Maria, companheira noite e dia!


Quem é essa que na América Latina, do México à Argentina, nos dá tanta alegria?
É Maria, é Maria, nossa Mãe, modelo e guia
é Maria, é Maria, companheira noite e dia!


Quem é essa que na noite do povo é força e presença em busca do dia?
É Maria, é Maria, nossa Mãe, modelo e guia
é Maria, é Maria, companheira noite e dia!


Quem é essa que no meio da morte nos canta a vitória e transforma a agonia?
É Maria, é Maria, nossa Mãe, modelo e guia / é Maria, é Maria, companheira noite e dia!

Quem é essa que aponta a derrota dos grandes opressores da vil tirania?
É Maria, é Maria, nossa Mãe, modelo e guia
é Maria, é Maria, companheira noite e dia”


                                                    

Curitiba-PR setembro de 2016

Pe Edegard Silva Júnior

Provincial dos Saletinos no Brasil

O exame de consciência na mensagem Nossa Senhora de La Salette.

Os seguidores de Jesus Cristo desde inicio de sua historia na humanidade, isso tudo em pleno reinado do império romano até tempos atuais, sempre sofreram perseguições, seja no âmbito religioso ou do poder dominante de cada época distinta em si. 

No ano de 1846, a Santíssima Virgem Maria, mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, é vista chorando sobre uma pedra na montanha de La Salette. A bela senhora, como é narrada pelos dois pequenos pastores Melânia e Maximino, os chamo-os com a seguinte Frase: "Venham, Meus filhos; não tenham mêdo, aqui estou para lhes contar grande nova". Assim percebemos á Bela Senhora, como que repetindo as palavras do anjo Gabriel, em sua anunciação, lhes acalmando-os diante do extraordinário que lhes acontecem. 

Em suma Maria Santíssima nos falar que os "homens", devem voltar-se para Deus.
Pode-se entender o voltar na ideia de retorno, porém entenderemos um voltar aqui na ideia de deixar-se ser atraído, segundo nosso livre-arbítrio. Maria exercer em La Salette o papel amoroso da Mãe que nos relembrar que nós somos preciosos para Deus onipotente.

No ano de 120 DC, encontremos uma carta dirigida ao Homem chamado Diogneto, ele que era pagão culto, buscava entender quem era essa "raça" nova no meio da Humanidade. Mesmo sendo uma descrição antiga sobre os cristãos, de certo podermos afirmar que continuarmos em nossaa tradição do deposito da fé. 
vejamos:
 Exórdio
1. Excelentíssimo Diogneto, vejo que te interessas em aprender a religião dos cristãos e que, muito sábia e cuidadosamente, te informaste sobre eles: Qual é esse Deus no qual confiam e como o veneram, para que todos eles desdenhem o mundo, desprezem a morte, e não considerem os deuses que os gregos reconhecem, nem observem a crença dos judeus; que tipo de amor é esse que eles têm uns para com os outros; e, finalmente, por que essa nova estirpe ou gênero de vida apareceu agora e não antes. Aprovo esse teu desejo e peço a Deus, o qual preside tanto o nosso falar como o nosso ouvir, que me conceda dizer de tal modo que, ao escutar, te tornes melhor; e assim, ao escutares, não se arrependa aquele que falou.[…]
Os cristãos não se distinguem dos demais homens, nem pela terra, nem pela língua, nem pelos costumes. Nem, em parte alguma, habitam cidades peculiares, nem usam alguma língua distinta, nem vivem uma vida de natureza singular. Nem uma doutrina desta natureza deve a sua descoberta à invenção ou conjectura de homens de espírito irrequieto, nem defendem, como alguns, uma doutrina humana. Habitando cidades Gregas e Bárbaras, conforme coube em sorte a cada um, e seguindo os usos e costumes das regiões, no vestuário, no regime alimentar e no resto da vida, revelam unanimemente uma maravilhosa e paradoxal constituição no seu regime de vida político-social. Habitam pátrias próprias, mas como peregrinos: participam de tudo, como cidadãos, e tudo sofrem como estrangeiros. Toda a terra estrangeira é para eles uma pátria e toda a pátria uma terra estrangeira. Casam como todos e geram filhos, mas não abandonam à violência os recém-nascidos. Servem-se da mesma mesa, mas não do mesmo leito. Encontram-se na carne, mas não vivem segundo a carne. Moram na terra e são regidos pelo céu. Obedecem às leis estabelecidas e superam as leis com as próprias vidas. Amam todos e por todos são perseguidos. Não são reconhecidos, mas são condenados à morte; são condenados à morte e ganham a vida. São pobres, mas enriquecem muita gente; de tudo carecem, mas em tudo abundam. São desonrados, e nas desonras são glorificados; injuriados, são também justificados. Insultados, bendizem; ultrajados, prestam as devidas honras. Fazendo o bem, são punidos como maus; fustigados, alegram-se, como se recebessem a vida. São hostilizados pelos Judeus como estrangeiros; são perseguidos pelos Gregos, e os que os odeiam não sabem dizer a causa do ódio. Numa palavra, o que a alma é no corpo, isso são os cristãos no mundo. A alma está em todos os membros do corpo e os cristãos em todas as cidades do mundo. A alma habita no corpo, não é, contudo, do corpo; também os cristãos, se habitam no mundo, não são do mundo. A alma invisível vela no corpo visível; Também os cristãos sabe-se que estão neste mundo, mas a sua religião permanece invisível. A carne odeia a alma, e, apesar de não a ter ofendido em nada, faz-lhe guerra, só porque se lhe opõe a que se entregue aos prazeres; da mesma forma, o mundo odeia os cristãos que não lhe fazem nenhum mal, porque se opõem aos seus prazeres. A alma ama a carne, que a odeia, e os seus membros; Também os cristãos amam os que os odeiam. A alma está encerrada no corpo, é todavia ela que sustém o corpo; Também os cristãos se encontram retidos no mundo como em cárcere, mas são eles que sustêm o mundo. A alma imortal habita numa tenda mortal; Também os cristãos habitam em tendas mortais, esperando a incorrupção nos céus. Provada pela fome e pela sede, a alma vai-se melhorando; também os cristãos, fustigados dia-a-dia, mais se vão multiplicando. Deus pô-los numa tal situação, que lhes não é permitido evadir-se. ( http://blog.cancaonova.com/hpv/da-carta-a-diogneto-sobre-os-primeiros-cristaos/)


Esse é o jeito do cristão do mundo, acredito que  ainda somos assim. Ansiosos pela pátria definitiva.
Nossa Senhora de La salette, ainda em sua mensagem narrada pelos pastores os fazem uma pergunta: "fazeis bem a vossa oração, meus filhos", responderam-lhe "oh! não, Senhora, não muito". A virgem Santíssima, não acusa; à virgem Maria nos apontar a retomada de consciência de como está nossa vida!
No final da narrativa os pequenos videntes dizem que Maria lhes falou: "Pois bem, meus filhos, comunicai isto a todo o meu povo".  Diferente de nosso Senhor, Maria ao perdi que comunique ao seu povo, aponta-nos assim que sua mensagem de voltarmos para Deus é herança salvífica do mundo cristão. Acabamos de ler na descrição da carta do ano de 120 DC, que os cristãos "Encontram-se na carne, mas não vivem segundo a carne. Moram na terra e são regidos pelo céu".
Em La Salette na França, Nossa Senhora nos relembrar que os Cristãos são regidos nesse mundo pelo próprio céu. Nossa Senhora nos relembra que se voltarmos nossos corações para nossa raiz, assegurada pela esposa de cristo na terra, o próprio céu nos atrairá para nossa esperança da pátria eterna.
Maria nos aponta nossa historia de cristão, Maria nos aponta a Esposa de cristo a  Igreja católica Romana, Maria nos aponta Cristo, raiz de nossa fé cristã, esperança de salvação, Senhor que rege o céu e a terra.  

Jhony Túlio, MS

Defensor da divina maternidade da Virgem Maria.

São Cirilo de Alexandria
Bispo e Doutor da Igreja
Causa-me profunda admiração haver alguns que duvidam em dar à santa Virgem o título de Mãe de Deus. Realmente, se nosso Senhor Jesus Cristo é deus, como não se dirá ser Deípara a Santa Virgem que o gerou? os discípulos do senhor nos transmitiram esta verdade, embora não houvessem lembrado de dar-lhe este nome. deste modo, fomos instruídos pelos santos padre. com efeito, nosso pai Atanásio, de ilustre memória, na terceira parte do livro. que escreveu sobre santa e consubstancial Trindade, chama por vezes  de Deípara a santa Virgem. 
Vejo-me Obrigado a citar aqui suas palavras que assim rezam: "portanto a finalidade e o caráter de divina Escritura, como já notamos mais vezes, consistem em falar de Cristo nosso salvador: que ele e Deus e jamis deixou de o ser, ele o Verbo do Pai, seu esplendor e sabedoria; e que nos últimos tempos, assumido um corpo da Deípara Virgem Maria, fez-se homem por nossa causa".
E pouco adiante: "muitos já nasceram santos e imunes de todo pecado: por exemplo, Jeremias santificado desde o seio materno, e João, ainda não dado à luz, saltando jubiloso ao ouvir a voz de Maria, Mãe de Deus". Este homem, é sem duvida, idôneo e sobretudo digno de lhe darmos crédito sem temor, e de segui-lo com segurança, por que jamis disse algo de estranho às Sagradas Escrituras.
E a Escritura,  Verdadeiramente inspirada por Deus, afirma que o verbo de Deus se fez carne, quer dizer, uniu-se à carne dotada de alma racional. Assumiu, portanto, o Verbo de Deus a descendência de Abraão, formando da mulher um corpo para si, feito participante da carne e do sangue, de tal modo que já não é só Deus, mas, pela união, também homem semelhante a nós.
Por conseguinte, consta das duas realidades, isto é, da divindade e da humanidade, o Emanuel, contudo é um só senhor Jesus Cristo, único verdadeiro e natural Filho, que é Deus e ao mesmo tempo homem;natural Filho, que é Deus e ao mesmo tempo homem; não um homem divinizado, igual àqueles que pela graça se tornam participantes da natureza divina, mas Deus verdadeiro que, para nossa salvação, apareceu na forma humana, conforme paulo atesta com as palavras: "Quando Chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu filho, nascido da mulher, feito sob a lei, para redimir aqueles que estavam sob a lei, a fim de recebermos a adoção de filhos". (Das cartas de São Cirilo de Alexandri, bspo (Episto. 1: PG77,14-18.27-39))

A celebração da Eucaristia.

A ninguém é permitido participar da Eucaristia, a não ser àquele que, admitindo como verdadeiros os nossos ensinamentos e tendo sido purificado pelo batismo para remissão dos pecados e a regeneração, leve uma vida como Cristo ensinou.
Pois não é pão ou vinho comum o que recebemos. Com efeito, do mesmo modo como Jesus cristo, nosso salvador, se fez homem pela Palavra de Deus e assumiu a carne eo sangue paa a nossa salvação, também nos foi ensinado que o alimento sobre o qual foi pronunciada a ação de graças com as mesmas palavras de Cristo e, depois de transformado, nutre nossa carne e nosso sangue, é a própria carne e o sangue de Jesus que se encarnou. 
Os apóstolos, em suas memórias que chamamos evangelhos, nos transmitiram a recomendação que Jesus lhe fizera. Tendo ele tomado o pão e dado graças, disse: fazei isto em memória de mim. Isto é o meu corpo (Lc 22,19; Mc 14,22); e tomando igualmente o cálice e dando graças, disse: Este é meu sangue (Mc 14,24), e os deus somente a eles. 
 São Justino Martir.
Desde então , nunca mais deixamos de  recordar estas coisas entre nós. Com o que possuirmos, socorremos a todos os necessitados e estamos sempre unidos uns aos outros. E por todas as coisas com que nos alimentamos, bendizemos o Criador do universo, por seu filho Jesus Cristo e pleo Espirito santo. 
No chamado dia do Sol, reúnem-se em um mesmo lugar todos os que moram nas cidade o nos campos. Lêem-se as memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas, na medida em que o Tempo é permite. 
Terminada a leitura, aquele que preside toma a palavra aconselhar e exortar os presentes à imitação de tão sublimes ensinamentos. 
Depois, levantamo-nos todos juntos e elevamos as nossas preces; como já dissemos acima, ao acabarmos de rezar, apresentam-se pão, vinho e água. Então o que preside eleva ao céu, com todo o seu fervor, preces e ações de graças, e o povo aclama: Amém. Em seguida, faz-se entre os presentes a distribuição e a partilha dos alimentos que foram eucaristizados, que são também enviados aos ausentes por meio dos diáconos. 
Os  que possuem muitos bens dão livremente o que lhes agrada. O que se recolhe é colocado à disposição do que preside. Este socorre os órfãos, as viúvas e os que, por doença ou qualquer outro motivo se acham em dificuldade, bem como os prisioneiros, e os hospedes que chegam de viagem; numa palavra, ele assume o encargo de todos os necessitados.
Reunimo-nos todos no dia do Sol, não só por que foi o primeiro dia em que Deus, transformando as trevas e a matéria, criou o mundo, mas também por que neste mesmo dia Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dos mortos. Crucificaram-no na véspera do dia de saturno; e no dia seguinte a este, ou seja, no dia do Sol, aparecendo aos seus apóstolos e discípulos. ensinou-lhes tudo o que também nós vos propusemos como digno consideração. ( Da primeira Apologia a favor dos cristãos, de São Justino Martir (cap.66-67:PG,6,427-431) seculo II.)


O hábito e a Missão do padre saletino.



Muitas vezes somos questionados o que seria a missão, carisma e habito religioso dos Missionários de Nossa Senhora de La Salette? 
para entendermos usarei a própria constituição dos Missionário para melhor esclarecimento. 

A congregação dos Missionários de Nossa Senhora senhora de La Salette.

1. Os Missionários de Nossa Senhora de La salette constituem, no seio do Povo de Deus, uma Congregação religiosa e apostólica consagrada ao ministério da reconciliação. 
2. Nossa congregação compreende padres e irmãos, unidos pela mesma vocação religiosa. por parte da Santa Sé somos definidos instituto religioso clerical de Direito pontifício. 
3. Incorporados à Igreja por nosso bastimos, participamos de sua missão. Pela Profissão dos votos públicos de pobreza, castidade e obediência, nós nos consagramos, por um novo titulo, a essa mesma missão, e nos comprometemos viver numa comunidade religiosa que seja um sinal do Reino. 
4. Animados pelo Espirito Santo que levou o Filho de Deus a viver nossa condição humana e a morrer sobre a cruz para reconciliar o mundo com o Pai, nós, à luz da Aparição de Nossa Senhora da Salette, queremos ser servidores devotados do Cristo e da Igreja em Vista do cumprimento do mistério da reconciliação. 
5. Fiés a nossa origens, dedicamos profundo amor a Maria, Mãe de Cristo e da Igreja. Por Nosso Apostolado seguimos a exemplo da serva do Senhor que foi constituída  como Reconciliadora, particularmente ao pé da cruz.
6. Nós nos aplicamos em trazer à luz os valores profundamente evangélicos de oração, penitencia e zelo contidos na mensagem de Nossa Senhora da Salette que nos chama à conversão. Nós mesmos nos esforçamos em viver esses valores para que, pelo testemunho de nossa vida tanto quanto por nossa palavra, levemos os homens a se abrirem à Boa nova que, por missão, devemos transmitir a todos. ( constituição dos missionários de Nossa Senhora da Salette. p. 21-22)

Assim fica entendido o que seriam os missionários de nossa senhora da salette, qual é seu papel na seio da Santa Igreja de Cristo e qual é sua missão. 
Ainda resta-nos uma questão, os padre saletinos possuem identificação por meio de um habito religioso? a resposta é SIM!
Quando fala-se do habito de um religioso (frei -irmão), com facilidade podemos pensar nos frades franciscanos, monges e etc. mas antes de lermos o que diz a constituição dos padres saletinos vejamos o que é prescrito pelo código de direito canônico da igreja católica de roma: 

Código de Direito Canônico 1983

Cân. 284 – Os clérigos usem o hábito eclesiástico conveniente, de acordo com as normas dadas pela Conferência dos Bispos e com os legítimos costumes locais.
Can. 284 — Clerici decentem habitum ecclesiasticum, iuxta normas ab Episcoporum conferentia editas atque legitimas locorum consuetudines, deferant.

Legislação Complementar da CNBB: "Quanto ao cân. 284: Usem os clérigos um traje eclesiástico digno e simples, de preferência o 'clergyman' ou 'batina'." (Apêndice ao Código de Direito Canônico) [para esclarecer, vide Diretório para o ministério e vida dos presbíteros, n.61 e nota explicativa do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos ]

Cân. 669 - § 1. Os religiosos usem o hábito do Instituto confeccionado de acordo com o direito próprio, como sinal de consagração e testemunho de pobreza.
§ 2. Os religiosos clérigos de Instituto que não tem hábito próprio usem a veste clerical de acordo com o cân. 284.
Can. 669 — § 1. Religiosi habitum instituti deferant, ad normam iuris proprii confectum, in signum suae consecrationis et in testimonium paupertatis.
§ 2. Religiosi clerici instituti, quod proprium non habet habitum, vestem clericalem ad normam can. 284 assumant.

Diretório para o ministério e vida dos presbíteros edição de 2013

A Obediência
Importância e obrigatoriedade do hábito eclesiástico
61. Numa sociedade secularizada e de tendência materialista, em que também os sinais externos das realidades sagradas e sobrenaturais tendem a desaparecer, sente-se particularmente a necessidade de que o presbítero – homem de Deus, dispensador dos seus mistérios – seja reconhecível pela comunidade, também pelo hábito que traz, como sinal inequívoco da sua dedicação e da sua identidade de detentor de um ministério público[247]. O presbítero deve ser reconhecido antes de tudo pelo seu comportamento, mas também pelo vestir de maneira a ser imediatamente perceptível por cada fiel, melhor ainda por cada homem[248], a sua identidade e pertença a Deus e à Igreja.
O hábito talar é sinal exterior de uma realidade interior: «efetivamente, o presbítero já não pertence a si mesmo, mas, pelo selo sacramental por ele recebido (cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 1563 e 1582), é “propriedade” de Deus. Este seu “ser de Outro” deve tornar-se reconhecível por parte de todos, através de um testemunho límpido. [...] No modo de pensar, falar, julgar os acontecimentos do mundo, servir e amar, e de se relacionar com as pessoas, também no hábito, o presbítero deve haurir força profética da sua pertença sacramental»[249].

Assim fica mas do que esclarecido qual deverá ser a vestimenta de um presbítero ou religioso, segundo o Código do direito canônico. 
Mas existe um Hábito próprio dos padres saletinos? sim, existe. apensar de sua simplicidade carrega sua beleza particular. vejamos:

 5.c Usa-se o hábito da congregação descrito nas normas capitulares. Por razões especiais, e durante todo o tempo em que estas persistirem, o superior geral pode permitir a um religioso trajar um hábito modificado.
6.cp. O hábito é o mesmo que está prescrito para o clero das dioceses em que trabalham os membros do instituto.
A cruz da salette é o sinal distintivo de nossa comunidade de vida e de espirito, e de nossa missão apostólica. (constituição saletina. p.44)

conclui-se que não só tem hábito, como também são obrigados a observar as normais segundo o código de direito canônico. 
A missão dos padre e irmãos de Nossa Senhora da salette é em suma, "sinal vivo da amor filial ao sagrado coração e devoção a Jesus Cristo, cordeiro imolado pela expiação dos pecados do mundo e a fidelidade a mensagem da Maria santíssima na montanha do pequeno vilarejo de La salette desde de 19 de setembro de 1846, onde estando encarregados de cuidar dos santuários, pregar retiros, Missões, na qual  a reconciliação do homem com a Deus tendo Cristo como regra de vida (constituição saletina. 7. p.23) os leva a testemunha a "bela senhora" Maria santíssima, em sua Aparição em La Salette, França. Portadores de um habito que representa o voto de pobreza, carregam  similar Cruz que a santíssima Virgem Maria Ostentava sobre seu ombro, como são os relatos dos pequenos videntes. 

Ir. Jhony Túlio, M.S.




Segue Imagem antiga e recentes dos padres saletinos no mundo.





Irmão Henrique M.S.- Brasil




padres e irmãos saletinos no santuário em la salette


padres saletinos

Padre saletinos -polonia



Os videntes Maximino e Melânia Não quiseram enganar.

Não é possível supor que os pastorezinhos de La Salette tenham feito proposito refletido de, combinado entre si de enganar conscientemente e sempre, seus patrões, seus parentes, seus conterraneos, o mundo inteiro, pois seria o mesmo que acusa-lo de serem mentirosos impudentes, impostores refinados, criminosos da pior marca, verdadeiros fenômenos de hipocrisia, de audácia, de astucia, de perversidade, enfim monstros. com efeito, nada parecido com isso há no quadro que dessas crianças esboçaram pessoas conceituadas, merecedores de credito e de comprovada sagacidade , que as conheceram, examinaram e frequentam. O Pe. Mélin, vigario dos videntes, "homem de espirito vigoroso e grande prudencia" na opinião do bispo D. Ullathotne(16), assim escrevia dos seus pequenos paroquianos, em sua carta ao bispo e grenoble de 4 de outubro de 1846: "Eu os tenho interrogado... as autoridades as ameaçaram, ofereceram-lhes dinheiro. Com vagar tomei informações, e nada, absolutamente nada, consegui descobrir que demonstrasse mentira ou trapaça".
O prefeito de la Salette, após seus inquéritos acima relatados, escreveu: "confesso que minha incredulidade foi derrotada e que fiquei totalmente convencido de que essas duas crianças nada falavam que não fosse a pura verdade".
O próprio bispo destinario dessa carta, de volta da sua romaria a La Salette, realizada em 1847, notava: "Em Maximino logo transparece a candura e o encanto da sua alma... Melânia, muito silenciosa, singela, no falar... é ingenua e sem rodeio". (pe. Dr. Simão Bacelli. conheçam La Salette. ed. paulinas. 1952. p. 42-43)
A vida dos videntes de La Salette após a grandioso dia na Santa Montanha, continuaria economicamente igual, não vinherão possuir riquezas ou qualquer especie de lucro diante da singularidade do acontecimento, ao contrario, foram muitas vezes perseguidos pela sua fidelidade diante da veracidade e fidelidade diante do fato muitas vezes relatado.
A Santa Igreja assim, como as pequenas crianças deve ser fiel e apontar aos filhos de Deus o caminho que levar a reconciliação ao Onipotente mestre. 
Maxinmo e Melânia não quiserem enganar! perguntar-vos e você acaso andas longe de Deus, até quando estarás se auto enganado pensando que é certo o caminho errante?

Jhony Túlio M.S.

Testamento de Maximino!


"Em nome do padre e do Filho e do Espirito Santo. Assim seja. Eu Creio em tudo quanto ensina a Santa Madre Igreja Católica, Apostólica. Romana, em todos os dogmas que definiu o Nosso Santo Padre o Papa, augusto e infalível Pio IX.

Creio firmemente, até com preço do meu próprio sangue, na célebre Aparição da Virgem Santíssima na Santa Montanha de La Salette, no dia 19 de Setembro de 1846. Aparição essa que eu tenho defendido por palavras, por escritos e por sofrimentos.
 Depois da minha morte, ninguém ouse asseverar e dizer que me ouviu desmentir-me a respeito do grande acontecimento de La Salette, pois mentindo à fase do universo, êsse mentiria a si próprio. Com êsses sentimentos, eu dou o meu coração à Nossa Senhora de La Salette".
Como vimos, o coração de Maximino repousa no Santuário da Santa Montanha. Diante de beleza cristã duma tal morte e tão enérgica afirmação à beira da sepultura, que valor teriam ainda as poucas fraquezas em sua movimentada vida? Curvemo-nos reverentes perante a memória do escolhido de Maria Santíssima. ( Pe. Dr. Simão Bacelli, conheçam La Salette. ed. paulinas.1952. p. 194-195).


Pe. Dr. Simão Bacelli. M.S.
Missionario de Nossa Senhora de La Salette

A graça concedida aos videntes de Nossa Senhora da Salette.


Jhony Túlio, M.S.
Diferentes de outros videntes da Santissima Virgem Maria, os videntes da aparição de la salette, não se tornaram santos, ou tiveram suas vidas dotadas de coisas "extradicionarias" além da aparição na alta montanha francesa. Não foram eles intercessores de milagres, mas foram eles próprios o milagre em testemunho de La Salete com seus testemunhos.
Mas para melhor entendimento do titulo em questão, devemos antes de tudo entender duas linhas de raciocínio, a primeira que a graça Divina é entendida como "Gratum faciens" ou seja pela qual o homem fica unido individualmente e imediatamente a Deus, em seguida existira  a "Gratia data" que é dada na cooperação de alguém para converter, a graça doada para o bem dos outros.
Gratum Faciens : por que santificando aquele que a recebe e a conserva, torna-o agradável a Deus.
Gratum data: por que é gratuita inteiramente e por dois modos: pelos primeiro, por que ela esta acima das forças da natureza, cujas leis ultrapassa; é a força que faz o profeta; pelo segundo modo, ela não tem relação com o mérito da pessoa a quem é concedida. ( Pe. Dr. Simão Bacelli, conhecam la Salette.ed. Paulinas 1952.p.177)
Assim começamos a organizar o raciocínio que a graça é inteiramente ação transcendental na vida direta de um individuo na sua particularidade que o transforma e o converte, ou poderá ela ser vinculada por meio de outro (profeta) portador que tem a missão de através d
o anuncio levar a conversão.
A respeito de La Salette, não devemos perguntar se Maximino e Melânia eram santos, mas se estavam em condições de receber e de levar o testemunho conforme dêles se esperava.
Melânia
Maximino
Pois bem, até o momento em que a Aparição, alcançando o seu fim real, tornou-se coisa pública, estudada e julgada pela autoridade eclesiástica, as duas crianças cumpriram de modo admirável a sua missão de testemunhas e de mensageiros. A sua candura, a sua sinceridade ingênua, por vezes com certa rudeza, o seu desinterêsse,  a sua ignorância, a sua imaginação, que parece incapaz de inventar,- tudo serve neles ou melhor tudo serve para o intento da provindência. 
A respeito do que poderia ter acontecido após o julgamento episcopal, Dom Ginoulliac, pregando a sete ou oito mil pessoas na santa montanha, por ocasião do 9º aniversário da Aparição declarou: "A missão dos pastores terminou, a da Igreja começa. Êles podem afastar-se, esparlhar-se pelo mundo, tornar-se infies à grande graça recebida, a Aparição de Maria não ficará por isso abalada, pois é certa e nada no futuro poderá reagir contra ela". ( Pe. Dr. Simão Bacelli, conhecam la Salette.ed. Paulinas 1952.p.1181)
Assim é a Providencia Onipotente, concedeu a graça de duas pequenas crianças, sem estudos sem praticas catequéticas, ou qualquer conhecimento intelectual, serem até seus leitos de morte, fies testemunhas do que ouviram e viram, na Santa Montanha em 19 de Setembro em 1846.

Jhony Túlio 
Missionário de Nossa Senhora de La Salette

Missionario de Nossa Senhora de La salette- BR

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